Hoje é possível saber que, assim como as hipóteses sobre como se escreve são contribuições originais das crianças, a distinção entre o que está escrito e o que se pode ler também resulta de uma elaboração do aprendiz.
sábado, 10 de julho de 2010
Hoje é possível saber que, assim como as hipóteses sobre como se escreve são contribuições originais das crianças, a distinção entre o que está escrito e o que se pode ler também resulta de uma elaboração do aprendiz.
sábado, 29 de maio de 2010
Integrar atividades permanentes, sequências didáticas e projetos de ensino requer planejamento e conhecimento claro dos conteúdos.
Luiza Andrade /Arthur Guimarães - Site revista Nova Escola 01/2009
Você já sabe o que ensinar ao longo do ano com base nas expectativas de aprendizagem de cada disciplina. Falta agora saber como colocar tudo isso em prática no dia-a-dia da sala de aula. A pesquisadora argentina Delia Lerner classificou o trabalho em classe em três grandes blocos
ATIVIDADE PERMANENTE: seleção de material, organização do espaço e do tempo pelo professor, objetiva ampliar o repertório do aluno, pode ser ligada a registros escritos.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA: não tem pesquisa do aluno, deve partir das linguagens e não de um tema. Prevê total ação do professor na seleção do que fazer, como fazer, sua gradação e tempo e ele controla todas as etapas de forma que elas promovam desafios graduais a medida que acontecem.
PROJETO: intervenção social (o grupo detecta uma situação-problema social/real), abrange diversas áreas curriculares, diferentes linguagens, problematização, autonomia do aluno, produto final ( resposta ao problema inicial).
SISTEMATIZAÇÃO: não tem pesquisa do aluno, é utilizada para o trabalho com determinado conteúdo (fixar ou aprofundar) necessário para o andamento de uma sequência didática, por exemplo.
Fonte:
NERY,Alfredina.
sábado, 3 de abril de 2010
Sondagem
As investigações sobre a psicogênese da língua escrita permitem ao professor atuar como mediador no processo ensino-aprendizagem e fornecer pistas para o aprendiz tornar-se alfabético. Nesse processo, a sondagem diagnóstica capacita o educador a conhecer as hipóteses das crianças envolvidas.
Para realizar uma sondagem escolhe-se quatro palavras ( uma polissílaba, uma trissílaba, uma dissílaba e uma monossílaba, nesta ordem) e uma frase de um mesmo campo. Uma das palavras ditadas anteriormente deve aparecer nesta frase.
Exemplo:
Lista de animais
Elefante
Cavalo
Pato
Rã
O pato está na lagoa.
Pegue uma folha de sulfite e peça para a criança escrever do jeito que souber as palavras que serão ditadas e coloque o nome e a data no topo da folha. É importante pedir para que a criança leia, apontando as letras e os sinais correspondentes à fala. A partir do material investigado em uma sondagem, pode-se refletir sobre o pensamento da criança e perceber sua hipótese lingüística.
Caracterização da fase pré-silábica A criança quando está neste nível apresenta algumas fases bem definidas: a fase pictórica, fase gráfica primitiva e fase pré-silábica.
Fase Pictórica: a criança registra garatujas e desenhos.
Exemplo:
Fase Gráfica Primitiva:
a criança registra símbolos ou números misturados com letras.
Exemplos:
NπTB∞J ( CARRO )
VNG7K9L ( ÁRVORE )
Fase Pré-silábica:
a criança começa a diferenciar letras de símbolos e números.
Exemplo:
TRGHJ ( MOCHILA )
LKSLKJWKN ( BANANA )
Caracterização da fase silábica
A criança conta os “pedaços sonoros”, isto é, as sílabas, e coloca um símbolo
( letra ) para cada pedaço.
Essa noção de cada sílaba corresponder a uma letra pode acontecer com valor ou sem valor sonoro.
Exemplos:
JH ( PATO ) YR ( PATO) s/ valor sonoro
PT ( PATO ) AO ( PATO) c/ valor sonoro
Caracterização da fase silábico-alfabético
É um momento conflitante, pois a criança precisa negar a lógica do nível silábico. É quando o valor sonoro torna-se imperioso, e a criança começa a acrescentar letras principalmente na primeira silábica.
Exemplos:
CAVL ( CAVALO )
TOAT ( TOMATE )
style="font-size:180%;color:#6600cc;">Caracterização da fase alfabética
style="font-size:180%;">
style="color:#6600cc;">A criança reconstrói o sistema lingüístico e compreende a sua organização.
Exemplo:
Ela que os sons C e A são grafados CA e que S e A são grafados SA e que, juntos significam CASA.
Ortográfico:
a criança apresenta-se na fase alfabética e necessita da ajuda do professor na ortografia.
Exemplo:
caza,
conheceno,
moxila,
nois,
vamus,
aí ele foi lá,
daí aconteceu.
Hipersegmentação:
a onde
em bora
vi zita
hiposegmentação:
fiquerrendo (fique correndo)
menetinha (minha netinha)
mucuidado (muito cuidado)
domingo, 17 de janeiro de 2010
Plano de aula Módulo mínimo de planejamento, essa atividade é dada em uma única aula. Pode ser avulsa ou estar inserida em uma seqüência didática ou em um projeto.Devem estar claros para o professor: o conteúdo a ser trabalhado, os objetivos de aprendizagem, que recursos serão necessários para desenvolver a aula e como será avaliado o aproveitamento do aluno.Projetos de ensinoTem duração longa, pode levar até um ano. Envolve a construção de um produto final – um livro, uma exposição, uma campanha, por exemplo – destinado a um público definido, que podem ser outros alunos, os pais, os moradores do bairro etc. Nesse caso, a participação da turma se dá em todas as etapas do planejamento.Seqüência didáticaNessa modalidade, a duração é limitada a algumas semanas de aula. O conteúdo é mais específico que o de um projeto e é explorado em atividades seguidas, que se tornam cada vez mais complexas.Plano de ensinoÉ o planejamento do que vai ser trabalhado durante o semestre ou o ano letivo.No caso do professor polivalente, envolve os objetivos de aprendizagem de todas as disciplinas, os conteúdos a serem trabalhados, os procedimentos a serem utilizados, os recursos didáticos e as formas de avaliação.
O que é letramento (parte l e ll)
LETRAMENTO NÃO É UM GANCHO
EM QUE PENDURA CADA SOM ENUNCIADO,
NÃO É TREINAMENTO REPETITIVODE UMA HABILIDADE,
NEM UM MARTELO QUEBRANDO BLOCOS DE GRAMÁTICA.
LETRAMENTO É DIVERSÃO
É LEITURA À LUZ DA VELA
OU LÁ FORA, À LUZ DO SOL.
SÃO NOTÍCIAS SOBRE O PRESIDENTEO TEMPO,
OS ARTISTAS DA TV E MESMO MÔNICA E CEBOLINHA
NOS JORNAIS DE DOMINGO.
É UMA RECEITA DE BISCOITO,
UMA LISTA DE COMPRAS,
RECADOS COLADOS NA GELADEIRA,
UM BILHETE DE AMOR,
TELEGRAMAS DE PARABÉNS
E CARTAS DE VELHOS AMIGOS.
É VIAJAR PARA PAÍSES DESCONHECIDOS
SEM DEIXAR SUA CAMA,
É RIR E CHORARCOM PERSONAGENS,
HERÓIS E GRANDES AMIGOS.
É UM ATLAS DO MUNDO,
SINAIS DE TRÂNSITO,
CAÇAS AO TESOURO,
MANUAIS, INSTRUÇÕES, GUIAS,
E ORIENTAÇÕES EM BULAS DE REMÉDIOS,
PARA QUE VOCÊ NÃO FIQUE PERDIDO.
LETRAMENTO É, SOBRETUDO,
UM MAPA DO CORAÇÃO DO HOMEM,
UM MAPA DE QUEM VOCÊ É,
E DE TUDO QUE VOCÊ PODE SER.
CHONG, Kate M. O que é letramento. In Sores, Magda Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. (p.410
As crianças convivem com a língua oral em diferentes situações de interação social e, por meio desta, aprendem sobre si, sobre os seus pares e sobre a realidade que as cercam. Estão igualmente cercadas de situações nas quais estão presentes as práticas sociais de leitura e escrita, como, por exemplo: escrita de cartas, bilhetes e avisos, leitura de rótulos de embalagens, placas e outdoors, escuta de histórias, poemas e parlendas, dentre outros.
Sabe-se que crianças que estão inseridas em ambientes ricos em experiências de leitura e escrita, não só se motivam para ler e escrever, mas, começam, desde cedo, a refletir sobre os materiais de escrita que circulam socialmente. Em contrapartida, aquelas que têm poucas oportunidades de acesso a estes materiais, apresentam mais dificuldades na apropriação da língua. Negar-lhes a oportunidade e o direito às práticas sociais de leitura e escrita, é, sobretudo, contribuir para manutenção e perpetuação da desigualdade e exclusão social em nosso país.
Portanto, cabe aos professores, responsáveis pelo ensino da leitura e da escrita, oferecer oportunidades de acesso a cultura escrita, ampliando as capacidades e as experiências das crianças de modo que elas possam ler e escrever com autonomia.
Para tanto, faz necessário que, por meio das práticas alfabetizadoras, contemplem, de maneira articulada e simultânea, os processos de alfabetização e o letramento, ou seja, a apropriação do sistema alfabético e ortográfico e o uso da língua em práticas sociais de leitura e escrita.
Segundo Magda Soares, o desenvolvimento de habilidades de uso da tecnologia da escrita, isto é, da apropriação do sistema alfabético e ortográfico, acontece por meio da inserção em práticas sociais que envolvem a leitura e escrita: letramento.
Letramento é: usar a leitura e a escrita para seguir instruções (receitas, bula de remédio, manuais de jogo), apoiar à memória (lista), comunicar-se (recado, bilhete, telegrama), divertir e emocionar-se (conto, fábula, lenda), informar (notícia), orientar-se no mundo (o Atlas) e nas ruas (os sinais de trânsito)...
O letramento tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e se amplia cotidianamente por toda vida, com a participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita. Abarca as mais diversas práticas de escrita na sociedade e pode ir desde uma apropriação mínima da escrita, tal como o individuo que é analfabeto, mas letrado na medida em que identifica o valor do dinheiro e o ônibus que deve tomar, consegue fazer cálculos complexos, sabe distinguir marcas de mercadorias etc., porém não escreve cartas, não lê jornal, etc. Se a criança não sabe ler, mas pede que leiam histórias para ela, ou finge estar lendo um livro, se não sabe escrever, mas faz rabiscos dizendo que aquilo é uma carta que escreveu para alguém, é letrada, embora analfabeta, porque conhece e tenta exercer, no limite de suas possibilidades, práticas de leitura e de escrita.
Para Soares, o aprendizado da tecnologia da escrita e o uso da mesma em diferentes práticas sociais constituem dois processos simultâneos, interdependentes e indissociáveis. Estas duas aprendizagens se fazem ao mesmo tempo, porém uma não é pré-requisito da outra.
A alfabetização se desenvolve no contexto de e por meio de práticas sociais de leitura e de escrita, isto é, através de atividades de letramento, e este, por sua vez, só pode desenvolver-se no contexto da e por meio da alfabetização.
Alfabetizar letrando significa orientar o/a alfabetizando/a para que ele/a aprenda a ler e a escrever na perspectiva da convivência com práticas reais de leitura e de escrita. Isto implica em substituir as tradicionais e artificiais cartilhas por livros, por revistas, por jornais, enfim, pelo material de leitura situações que tornem necessárias e significativas práticas de produção de textos.
ALFABETIZAR LETRANDO: ação de ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais de leitura e escrita.
A avaliação escolar...
A avaliação é a parte mais importante de todo o processo de ensino-aprendizagem. Avaliar é mediar o processo ensino/aprendizagem, é oferecer recuperação imediata, é promover cada ser humano, é vibrar junto a cada aluno seu progresso.A avaliação deve ser um auxílio para se saber quais objetivos foram atingidos, quais ainda faltam e quais as interferências do professor que podem ajudar o aluno. Mas deixa de ser somente um objeto de certificação de objetivos, mas também se torna necessária como instrumento de diagnóstico e acompanhamento do processo de aprendizagem. A avaliação do aproveitamento de alunos, por exemplo, pode basear-se em critérios reduzidos, apenas à memorização de conteúdos, ou pode basear-se em critérios que visem ao crescimento pessoal dos alunos, no que diz respeito as suas atitudes, liderança, conscientização crítica e cidadã. A avaliação tem de adequar-se à natureza da aprendizagem, levando em conta não só os resultados das tarefas realizadas, o produto, mas também o que ocorreu no caminho, o processo. Para isso é preciso observar:Que tentativas o aluno fez para realizar a atividade?Que dúvidas manifestou?Como interagiu com os outros alunos?Demonstrou alguma independência?Revelou progressos em relação ao ponto em que estava?"A avaliação deixa de ser um instrumento de classificação, baseado somente em notas e provas, para ser um processo de mediação dos avanços de aprendizagem, respeitando o ritmo de cada aluno
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Atividades a serem realizadas de acordo com a hipótese de escrita
Hipótese Pré- silábica
- Iniciar pelos nomes dos/as alfabetizandos escritos em crachás,listados no quadro e/ou em cartazes;
- Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita;
- Identificar o próprio nome e depois o de cada colega, percebendo que nomes maiores podem pertencer às crianças menores e vice-versa;
- Organizar os nomes em ordem alfabética,ou em “galerias” ilustradas com retratos ou desenhos;
- Criar jogos com os nomes: “lá vai a barquinha”,dominó, memória,boliche, bingo;
- Fazer contagem das letras e confronto dos nomes;
- Confeccionar gráficos de colunas com os nomes seriados em ordem de tamanho (número de letras).Fazer estas mesmas atividades utilizando palavras do universo dos/as alfabetizandos/as: rótulos de produtos conhecidos ou recortes de revistas (propagandas, títulos,palavras conhecidas);
- Classificar os nomes;
- Copiar palavras inteiras;
- Contar número de letra ou palavra de uma frase;
- Pintar intervalos entre as palavras;
- Completar letras que faltam de uma palavra;
- Ligar palavras ao número de letras e a letra inicial;
- Circular ou marcar letra inicial ou final;
- Circular ou marcar letras iguais ao seu nome ou palavra-chave;
- Produção de textos, ditados, listas.
Hipótese silábica
- Fazer listas e ditados variados
(de alfabetizandos/as ausentes e/ou presentes, de livros de histórias,
de ingredientes para uma receita,nomes de animais,questões para um projeto);
- Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita;
- Ditado de palavras do texto;
- Análise oral e escrita do número de sílaba,sílaba inicial e final das palavras do texto;
- Lista de palavras com a mesma silaba final ou inicial;
- Escrever palavras dado a letra inicial;
- Ligar desenho a primeira letra da palavra;
- Usar jogos e brincadeiras (forca,cruzadinhas,caça-palavras);
- Organizar supermercados e feiras; fazer “dicionário” ilustrado com as palavras aprendidas,diário da turma, relatórios de atividades ou projetos com ilustrações e legendas;
- Propor atividades em dupla (um dita e outro escreve), para reescrita de notícias, histórias, pesquisas, canções, parlendas e trava-línguas;
- Produção de textos, ditados, listas.
Hipótse Alfabética-
Ordenar frases do texto;
- Completar frases, palavras, sílabas e letras das palavras do texto;
- Dividir palavras em sílabas;
- Formar palavras a partir de sílabas;
- Ligar palavras ao número de sílabas;
- Produção de textos, ditados, listas.
Hipótese Alfabética
- Investir em conversas e debates diários;
- Possibilitar o uso de estratégias de leitura, além da decodificação;
- Considerar o “erro” como construtivo e parte do processo de aprendizagem;
- Produção coletiva e diversos tipos de textos;
- Análise lingüística das palavras;
- Reescrita de texto (individual / coletiva);
- Revisão de texto;
- Atividades de escrita:complete, forca,enigma, stop,cruzadinha, lacunado,caça-palavra.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Níveis de Evolução da escrita e da Leitura
Para entender os níveis da escrita infantil
Pré-silábico:
quando a criança se encontra no nível da garatuja (rabiscos);
Silábico sem valor sonoro convencional:
quando a criança escreve uma letra para cada sílaba. Por exemplo: Para boneca ela escreve TMZ;
Silábico com valor sonoro convencional:
quando a criança escreve uma letra para cada sílaba também, mas com as letras que pertence a palavra, como por exemplo:
Para boneca ela escreve: OEA ou BNC, ou então BEA...
Silábico alfabético:
quando a criança já começa a ter a noção de sílaba, como por exemplo:Para boneca escreve: BONCA, ou BNCA...E no nível alfabético quando ela já escreve alfabeticamente, mas podem ocorrer erros de ortografia, como:
para cachorro ela escreve CAXORRO...
Mas para saber realmente em que nível a criança se encontra, a escrita tem que ser seguida da leitura. Assim que você pedir para a criança escrever uma palavra fazer com que ela leia-a em seguida com os dedinhos, marcando assim sua escrita.
Chamamos psicogênese da alfabetização o caminho que a criança percorre na apropriação da linguagem escrita.Ao percorrer esse caminho, a criança parece refazer o processo vivido pela humanidade em tempos históricos distintos.O caminho trilhado pela criança se caracteriza por uma sequência de níveis ligados a uma hierarquia de procedimentos, noções e representações. Um nível seria o estilo de comportamento da criança para solucionar problemas em um dado momento de seu processo construtivo do novo saber. Vale salientar que problemas são considerados situações intelectuais benéficas para as quais se busca uma explicação, uma resposta.Caracterizar os níveis não implica entendê-los como algo linear, por etapas, como se a criança tivesse de adquirir a noção A antes de B, ou C depois de B, e assim por diante. A psicogênese da língua escrita envolve uma complexidade que não pode ser inteiramente previsível ou ser vista de fora para dentro. Pode acontecer que as noções A e B sejam adquiridas numa ou noutra ordem, ou simultaneamente. Então, podemos entender que a sequência dos níveis não se apresenta como uma ordem total prefixada, mas sim de modo parcial.
Nível Pré-Silábico Característica Geral :A criança ainda não estabelece uma relação biunívoca entre a fala e as diferentes representações. Acredita que se escreve com desenhos.Suas questões podem situar-se tanto no campo semântico quanto nos aspectos físicos da escrita, como a forma e a função das letras e números.Objetivos Didáticos- Reconhecer qual papel as letras desempenham na escrita;- distinguir imagem de texto e letras de números;- compreender o vínculo entre discurso oral e texto.Vivências Necessárias- Estar imersa em um ambiente rico em materiais (tanto na variedade dos suportes gráficos quanto na diversidade dos gêneros dos textos), sendo espectadora e interlocutora de atos de leitura e escrita;- tomar contato com todas as letras, palavras e textos simultaneamente;- ouvir, contar e escrever histórias;- memorizar globalmente as palavras significativas (seu nome, nome dos colegas, professora, pais, etc.);- analisar a constituição das palavras quanto à letra inicial, final, quantidade de letras, letras que se repetem, letras que podem ou não iniciar palavras, letras que podem ocupar outras posições nas palavras;- introduzir os aspectos sonoros através das iniciais das palavras significativas;- analisar a distribuição espacial e a orientação da frase.Algumas condutas típicas- Uma criança, no nível pré-silábico, usa, para escrever, qualquer letra, em qualquer ordem.- A palavra escrita pode mudar de significado, dependendo da ocasião, porque está relacionada a seu desejo.- Para ser legível, a palavra tem de apresentar letras variadas.- Não acredita que letras e sílabas podem ser repetidas em uma palavra.
Definição/CaracterísticaTodo o nível intermediário representa um momento de crise, em virtude dos inúmeros conflitos que a criança vivencia nesse ponto do processo de sua construção.
No Nível Intermediário I, a criança já conhece os valores sonoros de algumas letras, começando a ter uma consciência difusa da ligação entre fala e escrita.Esse possível vínculo (elementos da pauta sonora X escrita) possibilita que a criança questione suas concepções do nível pré-silábico.
As palavras passam a ter certa estabilidade externa porque as crianças estão vinculadas a uma outra pessoa, que lhes assegura que a palavra deve ser escrita com tais letras e em tal ordem.Culminância do nível- A criança reconhece que as palavras são estavelmente constituídas.- A conquista de tal estabilidade é conseguida através de um trabalho amplo com a escrita de muitas palavras significativas.ObservaçãoAlgumas crianças, ao perceberem a não-consistência de suas hipóteses sobre o sistema de escrita, vivenciam o conflito cognitivo, necessário para a substituição das hipóteses insuficientes por outras mais produtivas; às vezes, tornam-se inseguras e aparentemente regridem no processo. Nesse momento delicado, o professor precisa encorajá-las, sem apontar-lhes as soluções, que só elas mesmas poderão encontrar, através de novos confrontos, de observações e de interações com os pares e com um professor que informa de acordo com o nível atual do alfabetizando.
As crianças vão vislumbrando que a escrita tem a ver com a pronúncia das partes de cada palavra.* As crianças produzem riscos e/ou rabiscos típicos da escrita que tem como forma básica a letra de imprensa ou a cursiva, podendo então realizar riscos separados com linhas curvas ou retas, ou risicos ondulados e emendados mecanicamente.* As crianças fazem tentativas de correspondência figurativa entre a escrita e o objeto referido.* Somente quem escreve pode interpretar o que está escrito.* A escrita ainda não está construída como objeto substituto.* As crianças acham que os nomes das pessoas e das coisas têm relação com o seu tamanho ou idade: As pessoas, animais ou objetos grandes devem ter nomes grandes.* As crianças acreditam que se escreve apenas os nomes das coisas (substantivos).* A leitura é global.* As categorias linguísticas - letras, palavra, frase, texto - não são claramente definidas pela criança, mas já diferenciam texto de desenho/gravura.Fonte: Coleção Para Casa ou Para Sala?
Nível conceitual - Pré-silábico 2*
As crianças acreditam que para ler não podem haver duas letras iguais, uma ao lado da outra.* Reconhecem que as letras desempenham um papel na escrita. Compreendem que somente com as letras é possível escrever.* Surge a compreensão ampla da vinculação do discurso oral com o texto escrito.* Fazem distinções entre imagem, texto ou palavras, letras e números - O signo gráfico é desvinculado do figurativo. * A vinculação com a pronúncia ainda não é percebida.* A ordem e a quantidade das letras não são ainda fundamentais para a distinção de uma palavra e de outra. Duas palavras podem ser pensadas como sendo a mesma, porque possuem certas letras iguais.* As crianças já descobriram, quando lhe são apresentados materiais gráficos, que coisas diferentes têm nomes diferentes. Imprimem, então, diferenças nas grafias das palavras, muitas vezes mudando apenas a ordem das letras, princupalmente quando possuem poucos recursos gráficos. Eixo qualitativo - para que seja possível ler e escrever uma palvra, torna-se necessária uma variedade de caracteres gráficos.* As crianças, de modo geral, exigem um mínimo de três letras para ler ou escrever uma palavra. - Eixo quantitativo* As crianças fazem sempre ums correspondência global quando lêem palavras ou orações; não percebem ainda as partes. Também não fazem correspondência, termo a termo, entre o que é falado e o que é escrito.* A escrita das palavras não é estável.* A ordem das letras na palavra nãoé importante.* Categorias linguísticas (letra, palavra, frase, texto) não são bem definidas.









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