domingo, 17 de janeiro de 2010

Alfabetização







































Alfabetização e construtivismo


Atendendo a pedidos hoje vou escrever sobre o alfabetização e construtivismo.
Para Emilia Ferreiro, o ato de ensinar desloca-se para o ato de aprender por meio da construção de um conhecimento que é realizado pelo educando, que passa a ser visto como um agente e não como um ser passivo que recebe e absorve o que lhe é "ensinado".
Na perspectiva dos trabalhos desenvolvidos por Ferreira, os conceitos de prontidão, imaturidade, habilidades motoras e perceptuais, deixam de ter sentido isoladamente como costumam ser trabalhados pelos professores. Estimular aspectos motores, cognitivos e afetivos são importantes, mas, vinculados ao contexto da realidade sócio-cultural dos alunos.
Para a educadora, é necessário para o processo de aquisição da escrita que o professor compreenda os diferentes níveis em que os alunos se encontram e vão se desenvolvendo durante o processo de alfabetização.
Ferreiro coloca que para a alfabetização ter sentido, ser um processo interativo, é preciso trabalhar com o contexto da criança, com histórias e com intervenções, desde que essas palavras ou histórias façam algum sentido para elas.
Não é porque o aluno participa de forma direta da construção do seu conhecimento que o professor não precisa ensiná-lo. Ou seja, cabe ao professor organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.
Definitivamente, não existe o "método Emília Ferreiro", com passos predeterminados, como muitos ainda possam pensar. Os professores têm à disposição uma metodologia de ensino da língua escrita coerente com as mudanças apontadas pela psicolinguista, produzida por educadores de vários países.
O fato de a criança aprender a ler e escrever lendo e escrevendo, mesmo sem saber fazer isso, é um desses princípios. Nas escolas construtivistas, os alunos se alfabetizam participando de práticas sociais de leitura e de escrita.
É oportuno lembrar que o construtivismo não é um método de ensino. Construtivismo se refere ao processo de aprendizagem, que coloca o sujeito da aprendizagem como alguém que conhece e que o conhecimento é algo que se constrói pela ação deste sujeito. Nesse processo de aprendizagem o ambiente também exerce seu papel, pois, o sujeito que conhece faz parte de um determinado ambiente cultural.




















































































































































Alfabetização: por onde começar?




Você que é professor iniciante na rede ou está iniciando a alfabetização voltada para o processo de aprendizagem construtivista e que se sente insegura(o) e preocupada(o) com a nova situação, quero compartilhar com você a experiência que possuo trabalhando com o construtivismo, mais precisamente voltado para os trabalhos desenvolvidos pela educadora Emília Ferreiro.
Um problema que tanto atormenta os professores é compreender os diferentes níveis em que os alunos se encontram e vão se desenvolvendo durante o processo de alfabetização. Os níveis estruturais da linguagemescrita explicam as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos (ver postagem do dia 23/01).
A partir dessa compreensão das fases de escrita, você deve iniciar o trabalho com a sondagem da escrita (postado no dia 06/02), ou seja, o que a criança já pensa a respeito da escrita. Este diagnóstico vai ser importante para você conhecer seus alunos. Faça uma análise de cada criança e procure saber em qual fase ela se encontra nesse processo de aquisição da escrita.
Com essa sondagem você poderá propor atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende. Começar por palavras significativas, como os nomes dos alunos (ver postagens dos dias 09/02 e 12/02), você terá muitas possibilidades de favorecer conflitos cognitivos que contribuem para a criança repensar sobre a sua escrita. O trabalho com os nomes é uma tarefa riquíssima que você poderá desenvolver durante um bom tempo.









































































































Qual a idade ideal para uma criança ser alfabetizada? Existe idade certa? Perguntas assim fazem parte das dúvidas dos pais, na maioria das vezes, logo que a criança completa de três a quatro anos. Tenho recebido vários e-mails de pais sobre este assunto, por isso resolvi escrever. Percebo muitas vezes uma ansiedade e angústia por parte dos pais no encaminhamento de seus filhos à escola, mais precisamente ao processo de alfabetização.Mas será mesmo que o começo desta experiência está nas mãos do adulto?Acredito que não há a idade certa para a alfabetização, o que existe é o momento certo.O caminho da alfabetização começa desde pequeno, antes dos seis anos, as atividades de “pré-alfabetização” são importantes para que este processo ocorra tranqüilamente, mas isso não quer dizer que deva preparar as crianças para a alfabetização com atividades prontas e sim estimular o contato com nomes, placas, jornais, revistas, livros e tudo o que tiver letras. Dar oportunidades para interagir com o mundo letrado. Assim é própria criança que vai dizer qual é o melhor momento certo para ela aprender a ler e a escrever, quando ela nos procura, nos faz perguntas, mostra-se ávida por saber e descobrir coisas novas.
As crianças antes dos seis anos, principalmente, precisam de muito estímulo, afetividade e integração, além do conteúdo. Também nesta idade as brincadeiras em grupo e vivências auxiliam as crianças no seu desenvolvimento global, tanto no aspecto emocional, cognitivo e social. O espaço físico para as brincadeiras também é algo importante do pai analisar na hora de escolher a escola. É essencial, principalmente entre dois e três anos, a criança ter espaço para desenvolver o lúdico, mais do que atividade em sala de aula.Cada criança é única, assim como algumas aprendem a andar cedo, outras começam a falar cedo. Também na alfabetização, umas aprendem com quatro anos, outras com cinco ou até sete anos. Há crianças que aprendem com mais de oito anos. Isso não quer dizer que uma é melhor que a outra, ou que estas últimas apresentam problemas por terem mais idade.
O importante é respeitar o desenvolvimento e o ritmo da criança, seja qual for a idade dela.










Dúvidas:Como alfabetizar?



Qual é o melhor método?Será que vai dar certo o que estou trabalhando?Por onde começar?
Se você está se sentindo insegura(o) com o seu trabalho em alfabetizar, saiba que você não é única(o).Eu também já passei por isso e só com o tempo e a prática é que escolhemos e encontramos o melhor caminho a percorrer.Por isso procure conhecer as concepções de alfabetização, veja quais são as vantagens e desvantagens de cada uma.A escolha do método depende muito do Projeto Pedagógico de sua escola e dos pressupostos educacionais de seu município ou estado.
A concepção de alfabetização atualmente mais difundida é a de alfabetizar letrando.Alfabetizar letrando significa orientar o/a alfabetizando/a para que ele/a aprenda a ler e a escrever na perspectiva da convivência com práticas reais de leitura e de escrita. Isto implica em substituir as tradicionais e artificiais cartilhas por livros, por revistas, por jornais, enfim, pelo material de leitura que circula na escola e na sociedade, criando situações que tornem necessárias e significativas práticas de produção de textos.
Por onde começar?
Primeiro você precisa fazer o diagnóstico, ou seja a sondagem com um rol de palavras e verificar em qual fase de aquisição da escrita seus alunos se encontram.
Com a sondagem, você pode agrupar os alunos (em duplas) com níveis próximos, exemplos: pré-silábico com silábicos, silábicos com silábicos alfabéticos, silábicos alfabéticos com alfabéticos e outros. O que não pode é agrupar alunos com níveis bem distintos, por exemplo, pré-silabico com alfabético.
Na 1ª série pode-se iniciar o trabalho através de palavras significativas, como por exemplo: os nomes dos alunos.
Para as 1ªs e 2ªs séries, tendo como objetivo a alcançar que todos os alunos passem para a fase alfabética, utilize textos conhecidos como listas, rótulos, parlendas, músicas, cantigas, trava-línguas, adivinhas, histórias em quadrinhos, receitas, poemas e outros.






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