BLOG DA PRÔ THAÍS RUSSO

sábado, 7 de novembro de 2009

Mais alfabetos para colorir






























































































Projeto Casa do Escritor


O Projeto Casa do Escritor, entre tantos projetos literários, é mais uma atividade didática promovida que tem como finalidade criar, despertar e cultivar a prática constante e indispensável da leitura, seja na primeira, na segunda ou na terceira idade, uma vez que livro nenhum tem período ou momento exato para ser lido, não nos cumula anos, mas sabedoria para vivê-los melhor.

Livros são alimentos riquíssimos para a formação da nossa personalidade, para a cristalização do nosso saber e para a calcificação da nossa auto-estima e, o melhor, não são perecíveis; não somente podem, mas devem ser mantidos ao alcance das crianças e consumido em grandes doses, desde a pré-alfabetização até as mais tenras primaveras.

Acreditando e investindo nessa premissa, o objetivo é levar não apenas o aluno, mas também professores e pais a se familiarizarem, primeiramente, com o autor das obras — pesquisando sobre sua vida, suas motivações para escrever, seu estilo, sua percussão — e, só a partir desse conhecimento, se lançar à leitura das obras previamente selecionadas.


Fundamentação Teórica


A tarefa de educar, há muito, reclama do corpo docente criatividade, dinamicidade e, o mais importante, exemplos vivenciados na prática e não meramente citados ou solicitados.
Nada mais é porque é ou se faz porque tem que fazer! Dadas as novas diretrizes do ensino e seu caráter multidimensional, o aluno deixa de apenas receber os conteúdos e passa a experienciá-los, buscando suas origens e suas aplicações na prática.

Com a leitura ou a literatura não acontece diferente, o professor tem de estar engajado no projeto de ler e reler para melhor orientar e incentivar esse dom nos alunos, que constantemente vêm s
endo persuadidos pelos meios de comunicação em massa.
Nesse sentido, um dos objetivos do Projeto Casa do Escritor é motivar paralelamente toda a comunidade escolar, de forma que, desde a ed. infantil ao 9° ano, durante um bimestre, se trabalhe o mesmo escritor, com todos juntos, buscando e descobrindo coisas novas.

Ao educador, é designada a função de adaptar a mensagem dos livros às habilidades e competências programadas para serem vencidas em sala de aula, interdisciplinarizando e enriquecendo a bagagem cultural do aprendiz e de si próprio.


Objetivos do Projeto

O Projeto Casa do Escritor tem por objetivo motivar os alunos a adquirirem gosto pela leitura com base na exploração da vida do autor. O que, geralmente, é apenas citado ao final de um livro ou de uma aula, aqui é o que rende de uma a duas semanas de trabalho.
Realçando e abraçando uma frase do escritor Ziraldo, a escola ideal é o lugar onde se ensina, antes de mais nada, o prazer pela escrita e pela leitura. A química do aprender está em misturar o viver com as
letras.


Objetivos Específicos

Os objetivos listados abaixo devem ser selecionados de acordo com o grau de desenvolvimento e de maturidade da turma.

- Trabalhar a leitura e a interpretação dos alunos a partir dos desenhos e sinais gráficos que o texto apresenta.
- Extrair do texto um referencial positivo de bons hábitos e atitudes.
- Desenvolver habilidades artísticas a partir do desenho, da pintura ou da confecção de um personagem ou de uma cena que tenha chamado a atenção da criança.
- Trocar informações, respeitando a opinião do outro.
- Estimular o pensamento crítico.
- Modificar a compreensão da realidade por meio de pesquisa.
- Descobrir características culturais do autor e da sua obra.
- Ser capaz de elaborar textos de conteúdo rico e sensível.
- Criar o novo.
- Produzir redações poéticas ou informativas.


Metodologia do Projeto


Esse projeto foi idealizado com o propósito de estimular a leitura, suscitar a criatividade, a imaginação e a inteligência dos alunos que, no geral, constituem um público para a literatura infanto-juvenil.

A meta é expandir informações acerca dos autores e das obras que compuseram e ainda hoje compõem a história da arte de escrever, promovendo, dessa forma, não só uma interação de intimidade entre o leitor e a história, como também uma contribuição para a sua formação intelectual.


A priori, sugere-se que seja trabalhado um autor literário por bimestre. Nessas condições, é lançado um roteiro com sugestões de atividades para cada professor da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do 1°ao 8ª°ano, de forma que esses se sintam motivados a interagir com seus alunos na pesquisa sobre a vida e a obra do autor que estiver em pauta.


Uma coisa importante de se destacar é que qualquer atividade pedagógica proposta no âmbito escolar depende, em parte, do interesse dos participantes. Cabe ao educador, motivação para a aquisição de materiais que viabilizem a aplicação do projeto e de biografias e bibliografia que facilitem a busca.


Como funciona o Projeto Casa do Escritor


O Projeto Casa do Escritor inicia-se justamente dentro de uma casa maqueteada. O primeiro passo é estimular os alunos a desvendarem, juntamente com os seus professores, a identidade da foto do escritor apresentado.
Amostra que peguei num blog



Quem sou eu?

Depois de simuladas várias hipóteses sobre quem poderia vir a ser esse escritor, coloca-se na casa uma pequena referência sobre a sua pessoa e o seu trabalho literário.

Muito prazer...

Agora começa a hora da pesquisa Autor e Obra. Como incentivo à aquisição desses novos conhecimentos, a professora deverá fazer a divulgação de um dos seus livros, lendo-o ou dramatizando-o.

Olha o que eu escrevi

Aqui, o professor listará com os seus alunos várias obras desse autor e escolherá com eles algumas histórias para serem lidas em sala.
Além dos livros apresentados e deixados em exposição na Casa, os alunos podem fazer uma pesquisa complementar extraclasse.
É interessante que os alunos conheçam pelo menos três obras do autor que estiver sendo estudado, cabendo ao professor escolher um ou mais livros para melhor interdisciplinarizar com os conteúdos do bimestre.

Fechando com chave de ouro!

O projeto de cada escritor é fechado com uma aula magna de forma que a escola inteira se faça presente, isto é, alunos, professores, servidores, coordenação e, inclusive, direção.
Não existe um modelo específico para essa culminância. Algumas susgestões poderão ser apresentadas como teatro de fantoches, dramatizações com o corpo docente, um sarau poético, etc.


Fonte: Construir notícias







Atividades para o Dia das Mães:




O ASSUNTO É: BULLYING

Li esta matéria na Construir Notícias e achei que seria interessante postá-la aqui no meu blog, já que o Bullying é uma realidade, cada vez mais freqüente, no cotidiano escolar. É um tema que precisa ser discutido entre nós, educadores, já que a temática ainda está distante da maioria dos profissionais que atuam na área educacional.

O que é Bullying?
O termo bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de bullying possíveis, o quadro a seguir relaciona algumas ações que podem estar presentes:


Colocar apelidos - Ofender - Zoar - Gozar
Encarnar - Sacanear - Humilhar - Fazer sofrer
Discriminar - Excluir - Isolar - Ignorar
Intimidar - Perseguir - Assediar - Aterrorizar
Amedrontar - Tiranizar - Dominar - Agredir
Chutar - Empurrar - Ferir - Roubar


E onde ocorre o bullying?
O bullying é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de bullying entre seus alunos desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo.


De que maneira os alunos se envolvem com o bullying?
Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, bem como relacionadas aos papéis que venham a representar:

-Alvos de bullying – são os alunos que só sofrem bullying.

- Alvos/autores de bullying – são os alunos que ora sofrem, ora praticam bullying.

- Autores de bullying – são os alunos que só praticam bullying.

-Testemunhas de bullying – são os alunos que não sofrem nem praticam bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre.

Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem, como modelo para solucionar conflitos, o comportamento agressivo ou explosivo. Admite-se que os que praticam o bullying têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.
Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência ou abandonam os estudos. Há jovens que, com extrema depressão, acabam tentando ou cometendo o suicídio.
As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as próximas vítimas. Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.


Quais são as conseqüências do bullying sobre o ambiente escolar?
Quando não há intervenções efetivas contra o bullying, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos que testemunham as situações de bullying, quando percebem que o comportamento agressivo não traz nenhuma conseqüência a quem o pratica, podem achar por bem adotá-lo.
Alguns dos casos citados na imprensa — como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, no qual um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse à sua frente — retratavam reações de crianças vítimas de bullying. Merecem destaque algumas reflexões sobre isso:

- Depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de “superação” do poder que os subjugava.
- Seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram exclusivamente os alunos que os agrediam ou intimidavam.
- Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e seu sofrimento.
- As medidas adotadas pela escola para o controle do bullying, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não-violência na sociedade.


Quais são as conseqüências possíveis para os alvos?
As crianças que sofrem bullying, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial a família, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o bullying no trabalho (workplace bullying). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou cometer suicídio.
E para os autores?
Aqueles que praticam bullying contra seus colegas poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho. Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos criminosos ou de delinqüência.
E quanto às testemunhas?
As testemunhas também se vêem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas.
Fonte: Construir Notícias