BLOG DA PRÔ THAÍS RUSSO

domingo, 1 de novembro de 2009

Qualidade de vida







O exercício pode ir além. O corpo é a base da identidade da criança. Por isso, a atividade física deve fazer parte da vida dela desde cedo. Não é necessário nada muito elaborado - brincar de correr e saltar já ajuda a iniciar a relação com o esporte e pode ser um bom remédio para problemas de comportamento ou desenvolvimento. Confira!



O esporte deixa seu filho mais: SaudávelVocê sabe que fazer exercícios é o melhor caminho para ter saúde. Ainda assim, tem dificuldade para inclui-los em sua rotina. Que tal ajudar seu filho a adquirir esse hábito desde pequeno? Nas grandes cidades, onde muitas crianças moram em apartamentos e não têm oportunidade brincar na rua em razão da violência urbana, elas podem ser estimuladas pelo esporte. Ceres Araújo, psicóloga especializada em crianças e adolescentes, afirma que a indicação é feita desde cedo. "A base do esporte é a atividade física, que deve fazer parte da vida da criança, como escovar os dentes", diz. Quando pequenos, trabalha habilidades motoras. Não vão correr para ganhar, mas pelo prazer de descobrir o que seu corpo pode fazer. A partir daí se faz a iniciação esportiva e, depois, a prática de uma modalidade. Alguns clubes, como o Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, têm iniciação esportiva. "Não formamos atletas. Nosso objetivo é movimentar a criança, apresentar os esportes e criar a vontade de praticar uma atividade", afirma a coordenadora da área, Ana Célia Osso da Costa.SociávelO menino tímido ou a menina com dificuldades para fazer amigos podem encontrar no esporte uma maneira para se tornar mais sociáveis. Especialmente nos coletivos, como futebol ou vôlei. É uma maneira de conhecer mais gente e, de preferência, fora da escola. O processo, entretanto, não é simples, nem rápido. Se você tem um filho assim, terá de controlar sua ansiedade para não prejudicar o trabalho. A criança deve escolher a modalidade. E os pais têm de conversar com o professor, para que ele também ajude. Primeiro, os pais levam a criança para assistir às aulas e ficar com ela lá. Depois, ela acompanha as atividades ao lado do professor e, só aos poucos, participa. O tempo que demora varia de uma criança para outra. "Temos o caso de um menino que, aos 4 anos, nem dizia o nome em voz alta. Hoje, está com 8 anos e completamente à vontade", diz Ana Célia. Ela conta que esse aluno passou por esse passo a passo e, quando se soltou, fez atividades em dupla, depois em trio, para, então, interagir com o grupo. "Ele até parou a terapia ocupacional", diz.Seguro de siA criança pode ter baixa auto-estima por uma série de situações. Até quando tem dificuldades na hora da alfabetização ou para aprender matemática, por exemplo. O esporte pode ser a solução ou apoiar o trabalho de terapia. Primeiro, porque vai tirá-la de uma rotina escola-aulas de reforço, que faz com que conviva, basicamente, com situações de fracasso ou frustração. Segundo, por colocá-la numa situação na qual pode se sentir bem-sucedida. Para tanto, é indispensável a escolha correta da modalidade. É preciso descobrir atividades de que ela goste e nas quais tenha boas chances de ter algum êxito. "A criança vai para o esporte se pode se sentir melhor, mais feliz. Em todas as idades, ela tem de encontrar prazer no corpo", diz Ceres. Uma maneira de fazê-la se sentir segura é pedir que mostre algo que sabe fazer. Aí, ensina aos colegas. Só então a atividade passa a ser mais dirigida. "Não dá, por exemplo, para colocar uma menina gordinha no balé. Ela ficará se vendo no espelho o tempo todo e se comparando com as coleguinhas", diz Ceres.ResponsávelVocê gasta seu vocabulário tentando ensinar seu filho ou dando broncas, mas ele continua precisando de boas doses de disciplina. Não pense duas vezes: o esporte é um meio eficaz de torná-lo mais responsável. Mesmo quando a atividade física se restringe a jogos e brincadeiras ele vai aprender, porque todos têm limites que ele terá de respeitar. Além disso, a criança exercita a responsabilidade, ao lidar com as regras das brincadeiras ou do esporte, ao levar o material necessário para o exercício ou ao cuidar de suas coisas. Durante as atividades, a criança também tem de respeitar o espaço do outro e a hierarquia. José Luís Villanova, diretor de marketing da Mini Sports, escola de iniciação esportiva que trabalha em condomínios e academias, afirma que o adolescente que faz esporte corre menos risco de se envolver com drogas. "Se a criança cria o hábito do exercício e depois pratica um esporte, se sente responsável por ela mesma e pelo time. Não fica na balada até tarde e não vai usar droga, porque sabe que isso vai prejudicá-la e, por tabela, à equipe dela também", explica.ConcentradoQuem não tem na família uma criança que vive no mundo da lua? Ela pode ser "trazida" à Terra de uma maneira simples: fazendo esporte. O mesmo vale para criança com déficit de atenção ou hiperatividade. Também nesses casos, é fundamental ela escolher a modalidade. Enquanto aprende exercícios e regras de jogos e brincadeiras, exercita a concentração. "Ela tem de estar focada, se quiser fazer um gol ou uma cesta", explica José Luís. Se a criança escolhe um esporte e, depois de um mês, quer trocar, os pais devem insistir para que continue por pelo menos um semestre. "Essa questão sempre aparece no meu consultório, e sempre explico aos pais que é saudável o filho experimentar esportes diferentes, mas tem de ficar, pelo menos, uns seis meses praticando cada um", afirma Ceres. Depois desse período, poderá trocar, até porque o ideal é que ela conheça várias modalidades, para encontrar a de que mais gosta. Mas não pode trocar toda hora, pois não haverá tempo suficiente para aprender um pouco da atividade e exercitar sua capacidade de concentração.FelizÉ assim que seu filho vai se sentir ao praticar um exercício ou esporte regularmente. A atividade física propriamente dita já produz o efeito de deixar a pessoa mais relaxada e com sensação de bem-estar. Seja porque consegue ser bem-sucedida, seja simplesmente por ter a oportunidade de extravasar sua energia. O esporte também deixa seu filho mais feliz, porque ele passa a ter companhia. "Atualmente, muitos são filhos únicos, o que faz com que fiquem muito sozinhos", afirma José Luís. E mais, a atividade física pode ajudar a resgatar o convívio dos pais com os filhos. Como, normalmente, pai e mãe trabalham fora e nos fins de semana estão cansados, muitas vezes não desenvolvem o hábito de ir a parques e praças nos dias de folga para brincar com as crianças. Quando o filho começa a fazer um esporte, muitas vezes convida o pai para jogar bola ou ir nadar. Essas atividades familiares são importantes para o desenvolvimento da criança e a deixam mais feliz, por conviver mais tempo com o pai e a mãe.




Extraído da Revista Crescer, abril/2007



Era uma vez um menininho bastante pequeno,Que contrastava com a escola bastante grande.Uma manhã, a professora disse: Hoje nós iremos fazer um desenho. "Que bom!"- pensou o menininho. Ele gostava de desenhar leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos.Pegou a sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.A professora então disse: Esperem, ainda não é hora de começar! Ela esperou até que todos estivessem prontos. Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores. E o menininho começou a desenhar bonitas flores.Com seus lápis rosa, laranja e azul. A professora disse: Esperem! Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com caule verde. Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.O menininho olhou para a flor da professora E depois olhou para sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso.Virou o papel e desenhou uma flor igual a daprofessora.Era vermelha com caule verde.Num outro dia, quando o menininho estava emaula ao ar livre,A professora disse:Hoje iremos fazer alguma coisa com o barro."Que bom"!!!, pensou o menininho.Ele gostava de trabalhar com barro.Podia fazer com ele todos os tipos de coisas:elefantes,Camundongos, carros e caminhões.Começou a juntar e amassar a sua bola de barro.Então, a professora disse:Esperem, não é hora de começar! Ela esperou até que todos estivessem prontos.Agora, disse ela, nós iremos fazer um prato.Ele gostava de fazer pratos de todas as formas etamanhos.A professora disse: - Esperem! Vou mostrar comose faz.Assim, agora vocês podem começar. E o prato era um prato fundo. O menininho olhou para o prato da professora edepois par a seu próprio prato.Gostou mais do seu,mas não poderia dizer isso.Amassou seu barro numa grande bola novamentee fez um prato fundo,Igual ao da professora. E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e aolhar e fazer as coisasExatamente como a professora.E muito cedo ele não fazia coisas por si próprio.Então aconteceu que o menininhoteve que mudar de escola.Era uma escola ainda maior que a primeira. Um dia a professora disse: Hoje vamos fazer um desenho. "Que bom!"- pensou o menininho, Esperando que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse, apenas andava pela sala. Então veio até o menininho e disse: Você não quer desenhar? Sim, e o que nós vamos fazer? Eu não sei até que você o faça. Como eu posso fazê-lo? Da maneira que você gostar! E de que cor?Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber o que cada um gosta de desenhar?Eu não sei...Então o menininho começou a desenhar uma flor vermelha Com caule verde...


(Autora: Helen Buckley -Tradutor desconhecido)



ANTES DE SER MÃE....






Antes de ser mãe,




eu fazia e comia refeições quentes.




Eu usava roupas sem manchas.




Eu tinha calmas conversas ao telefone.




Antes de ser mãe,




Eu dormia tão tarde quanto eu quisesse




e nunca me preocupava com que horas iria para a cama.




Eu escovava meus cabelos e tomava banho sem pressa.




Antes de ser mãe,




Minha casa estava limpa todos os dias.




Eu nunca tropeçava em brinquedos,




ou pensava em canções de ninar.




Antes de ser mãe,




Eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas.




Eu nem sabia que existiam protetores de tomada...




Antes de ser mãe,




Ninguém nunca tinha vomitado ou cuspido em mim.




Eu nunca tinha sido mordida nem beliscada por dedos minúsculos




Ninguém nunca tinha me molhado.




Antes de ser mãe,




Eu tinha controle da minha mente,




dos meus pensamentos,




do meu corpo, e do meu tempo.




Eu dormia a noite toda!!




Antes de ser mãe,




Eu nunca tinha segurado uma criança chorando




para que pudessem fazer exames ou aplicar vacinas




Antes de ser mãe,




Eu nunca havia experimentado a maravilhosa sensação




de amamentar e saciar um bebê faminto.




Eu nunca tinha olhado em olhos marejados e chorado.




Eu nunca tinha ficado tão gloriosamente feliz




por causa de um simples sorriso.




Eu nunca tinha sentado tarde da noite




só para admirar um bebê dormindo.




Eu nunca tinha segurado um bebê dormindo




só porque eu não queria deixá-lo.




Eu nunca havia sentido meu coração se quebrar em um milhão de pedaços




porque eu não pude parar uma dor.




Eu nunca imaginaria que algo tão pequeno




pudesse afetar tanto minha vida.




Eu nunca soube que eu amaria ser mãe.




Antes de ser mãe,




Eu não conhecia a sensação




de ter meu coração fora de meu corpo.




Eu não conhecia a força do amor




entre uma mãe e seu filho.




Antes de ser mãe,




Eu não conhecia o calor,




A alegria, O amor,




A preocupação, A plenitude, Ou a satisfação de ser mãe.




Eu não sabia que era capaz de sentir tudo isso




com tanta intensidade




Antes de ser mãe...








Se as coisas fossem mães


Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas, o céu seria sua casa, casa das estrelas belas.Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos, o mar seria um jardim e os barcos seus caminhos.Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas, conversaria com a lua sobre as crianças estrelas, conversaria com a lua sobre as crianças estrelas, falaria de receitas, pastéis de vento, quindins, emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins!Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes, pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria, toda mãe é um pouco fada... Nossa mãe fada seria.Se uma bruxa fosse mãe, seria mamãe gozada: seria a mãe das vassouras, da família vassourada!Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida, faria chá e remédio para as doenças da vida.Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras, sentariam comportadas, sentariam comportadas, teriam "boas maneiras".Cada mãe é diferente: mãe verdadeira, ou postiça, mãe vovó e mãe titia, maria, filó, francisca, gertrudes, malvina, alice, toda mãe é como eu disse.Dona mamãe ralha e beija, erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora, ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa...Tem até pai que é "tipo mãe"... Esse, então é uma beleza!


Fonte: livro "Se as coisa fossem mães" - Sylvia Orthof




A CRIANÇA APRENDE COM O CONVÍVIO



A criança que convive com críticas


Aprende a condenar


A criança que convive com a hostilidade


Aprende a ser agressiva


A criança que convive com o ridículo


Aprende a ser tímida


A criança que convive com a vergonha


Aprende a sentir-se culpada


A criança que convive com a tolerância


Aprende a ser paciente


A criança que convive com estímulos


Aprende a ter autoconfiança


A criança que convive com elogios


Aprende a valorizar


A criança que convive com a integridade


Aprende a ser justa


A criança que convive com a segurança


Aprende a ter fé e confiança


A criança que convive com aprovação


Aprende a gostar de si mesma


A criança que convive com a honestidade


Aprende a verdade


A criança que convive com a aceitação e a amizade


Aprende a encontrar o AMOR no mundo




Dorothy Law Nolte

A história do coelhinho...



Adivinha o quanto eu te amo





Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho agarrou-se firmenas longas orelhas do Coelho Pai. Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava a ouvir.-Adivinha quanto eu te amo ? - disse ele.-Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.-Tudo isso - disse o Coelhinho, esticando os seus bracinhos o máximo que podia.Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:-E eu te amo tudo isto !Huuum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho.-Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.-E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai. Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos assim. Então o Coelhinho teve uma boa idéia. Ele se virou de ponta cabeça, apoiando as patinhas na árvore.-Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés ! -E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés - disse o Coelho Pai balançando o filho no ar. -Eu te amo a altura de meu pulo ! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.-E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.-Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.-Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.É uma bela distância, pensou o Coelhinho. Ele estava sonolento demais para continuar a pensar. Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite. Nada podia ser maior do que o Céu.-Eu te amo ATÉ A LUA ! - disse ele, e fechou os olhos.-Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo !O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então inclinou-se para lhe dar um beijo de Boa Noite.Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:-Eu te amo até a lua...


IDA E VOLTA !

Grafismo e Garatujas (leitura para o professor)













GRAFISMO:









O desenho livre desenvolve a coordenação motora, a musculatura fina dos dedos, a coordenação visual-motora, organização do trabalho sobre a superfície do papel, o que reflete na organização espacial, desenvolve o conhecimento das cores e suas combinações e tonalidades.A arte não começa com o primeiro rabisco que a criança faz. Na realidade, tem início mais cedo, quando a criança reage às experiências sensoriais estabelecendo o contato com o mundo. Essa é de fato a base essencial para a produção de formas artísticas.








GARATUJAS:








O educador Viktor Lowenfeld distingue três estágios da garatuja:








Garatuja: corresponde a simples excitação motora: são traços geralmente fortuitos, linhas que seguem ao acaso em todas as direções.Garatuja desordenada: ocorre quando a criança descobre que existe ligação entre seus movimentos e os traços que faz no papel.








Garatuja controlada:




a criança começa a fazer comentários verbais sobre o desenho e passa a dar nome à garatuja. Nesse estágio, é comum a criança dizer o que vai desenhar. Muitas vezes, no início do desenho a criança explica que uma linha é uma árvore e, antes mesmo de terminar o desenho, diz que aquela mesma linha é um cachorro correndo.O importante é que os rabiscos e traços têm um significado real para a criança que os desenha. Sua vontade de imitar o adulto agora é mais evidente, traduzindo-se no desejo de escrever, de comunicar-se com alguém.








Os desenhos pré-esquemáticos








Célula: As linhas se fecham, aparecendo nos desenhos as formas fechadas. A criança procura representar a figura humana, tentando desenhar olhos, nariz e boca. Figura Primitiva: As células são enriquecidas com “pernas” que saem da cabeça. Não há idéias coordenadas e o desenho não forma um conjunto organizado.Coordenação da Educação Infantil Cena: O desenho já apresenta conjunto. A criança tem maior coordenação dos movimentos, a percepção e a memória de detalhes já evoluiu. Aparecem cenas simples com idéias e representação de outras figuras (casa, sol, árvore,...).








Fase esquemática:




Os desenhos da criança simbolizam e representam partes do seu meio e de si, agora já de modo descritivo; o conceito de forma é definido.Nesta fase, a criança descobre que existe uma ordem nas relações espaciais e entre objetos e cores.
















O lúdico na educação:






Com relação ao jogo, Piaget (1998) acredita que ele é essencial na vida da criança. De início tem-se o jogo de exercício que é aquele em que a criança repete uma determinada situação por puro prazer, por ter apreciado seus efeitos. Em torno dos 2-3 e 5-6 anos nota-se a ocorrência dos jogos simbólicos, que satisfazem a necessidade da criança de não somente relembrar o mentalmente o acontecido, mas de executar a representação. Em período posterior surgem os jogos de regras , que são transmitidos socialmente de criança para criança e por conseqüência vão aumentando de importância de acordo com o progresso de seu desenvolvimento social.Para Piaget, o jogo constitui-se em expressão e condição para o desenvolvimento infantil , já que as crianças quando jogam assimilam e podem transformar a realidade. Já Vygotsky (1998), diferentemente de Piaget, considera que o desenvolvimento ocorre ao longo da vida e que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo dela. Ele não estabelece fases para explicar o desenvolvimento como Piaget e para ele o sujeito não é ativo nem passivo: é interativo. Segundo ele, a criança usa as interações sociais como formas privilegiadas de acesso a informações: aprendem a regra do jogo, por exemplo, através dos outros e não como o resultado de um engajamento individual na solução de problemas. Desta maneira, aprende a regular seu comportamento pelas reações, quer elas pareçam agradáveis ou não.

Enquanto Vygotsky fala do faz-de-conta, Piaget fala do jogo simbólico, e pode-se dizer, segundo Oliveira (1997) ,que são correspondentes. “O brinquedo cria uma Zona de Desenvolvimento Proximal na criança”. (Oliveira, 1977: 67), lembrando que ele afirma que a aquisição do conhecimento se dá através das zonas de desenvolvimento: a real e a proximal. A zona de desenvolvimento real é a do conhecimento já adquirido, é o que a pessoa traz consigo, já a proximal, só é atingida, de início, com o auxílio de outras pessoas mais “capazes”, que já tenham adquirido esse conhecimento. “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade (Vygotsky, 1998). Piaget (1998) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa (Aguiar, 1977: 58). Na visão sócio- histórica de Vygotsky, a brincadeira, o jogo, é uma atividade específica da infância, em que a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. Essa é uma atividade social, com contexto cultural e social. É uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. Para Vygotsky, citado por Wajskop (1999:35): ...a brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz. Vygotsky, citado por Lins (1999), classifica o brincar em algumas fases: durante a primeira fase a criança começa a se distanciar de seu primeiro meio social, representado pela mãe, começa a falar, andar e movimentar-se em volta das coisas. Nesta fase, o ambiente a alcança por meio do adulto e pode-se dizer que a fase estende-se até em torno dos sete anos. A segunda fase é caracterizada pela imitação, a criança copia os modelos dos adultos. A terceira fase é marcada pelas convenções que surgem de regras e convenções a elas associadas. Vygotsky (1989: 109), ainda afirma que: é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos”. A noção de “zona proximal de desenvolvimento” interliga-se portanto, de maneira muito forte, à sensibilidade do professor em relação às necessidades e capacidades da criança e à sua aptidão para utilizar as contingências do meio a fim de dar-lhe a possibilidade de passar do que sabe fazer para o que não sabe. (Pourtois, 199: 109). As brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra e estimular para o desenvolvimento do ir além; desta forma, pode-se perceber a importância do professor conhecer a teoria de Vygotsky. No processo da educação infantil o papel do professor é de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento. A desvalorização do movimento natural e espontâneo da criança em favor do conhecimento estruturado e formalizado, ignora as dimensões educativas da brincadeira e do jogo como forma rica e poderosa de estimular a atividade construtiva da criança. É urgente e necessário que o professor procure ampliar cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com outras crianças. O jogo, compreendido sob a ótica do brinquedo e da criatividade, deverá encontrar maior espaço para ser entendido como educação, na medida em que os professores compreenderem melhor toda sua capacidade potencial de contribuir para com o desenvolvimento da criança. NEGRINE (1994:20), em estudos realizados sobre aprendizagem e desenvolvimento infantil, afirma que "quando a criança chega à escola, traz consigo toda uma pré-história, construída a partir de suas vivências, grande parte delas através da atividade lúdica". Segundo esse autor, é fundamental que os professores tenham conhecimento do saber que a criança construiu na interação com o ambiente familiar e sociocultural, para formular sua proposta pedagógica. Entendemos, a partir dos princípios aqui expostos, que o professor deverá contemplar a brincadeira como princípio norteador das atividades didático-pedagógicas, possibilitando às manifestações corporais encontrarem significado pela ludicidade presente na relação que as crianças mantêm com o mundo. Porém essa perspectiva não é tão fácil de ser adotada na prática. Podemos nos perguntar: como colocar em prática uma proposta de educação infantil em que as crianças desenvolvam, construam/adquiram conhecimentos e se tornem autônomas e cooperativas? Como os professores favorecerão a construção de conhecimentos se não forem desafiados a construírem os seus? O caminho que parece possível implica pensar a formação permanente dos profissionais que nela atuam. “é preciso que os profissionais de educação infantil tenham acesso ao conhecimento produzido na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática, se reconstruírem enquanto cidadãos e atuarem enquanto sujeitos da produção de conhecimento. E para que possam, mais do que "implantar" currículos ou "aplicar" propostas à realidade da creche/pré-escola em que atuam, efetivamente participar da sua concepção, construção e consolidação”.






(Kramer apud MEC/SEF/COEDI, 1996 p.19). Artigo extraido do link http://www.centrorefeeducacional.com.br/






A Linguagem e a Fala


Felizmente, por volta dos 2 anos a maioria das crianças já tem um número de vocábulos que lhes permite expressar-se verbalmente com facilidade. Algumas nessa idade, e até um pouco antes, já utilizam frases simples, com verbos, adjetivos e preposições, relatam fatos e criam seus próprios vocábulos.Contudo, além das diferenças individuais, que devem ser respeitadas, precisamos estar atentos a fatores determinantes na aquisição, e que quando alterados, podem interferir no desenvolvimento normal da linguagem. Esses fatores podem ser subdivididos em biológicos, psicológicos e sociais. Fatores biológicos • Integridade de S.N.C. (Sistema Nervoso Central): crianças com anoxia neonatal deveriam ter seu desenvolvimento de linguagem observado mais atentamente;• Desenvolvimento intelectual normal: atraso significativo no desenvolvimento neuropsicomotor junto com atraso na aquisição de linguagem, podem ser indicativos de deficiência mental;• Integridade do sistema auditivo: ressaltamos aqui a importância da triagem auditiva ao nascimento para a detecção precoce da deficiência auditiva;• Integridade dos órgãos periféricos da fala (lábios, língua, palato, bochechas): além das propriedades nutricionais do leite materno, sugar no seio, propicia a criança a exercitação da musculatura intra-oral, evitando ou minimizando problemas ortodônticos e articulatórios. Crianças com fissuras lábio-palatais podem apresentar alterações de linguagem e articulatórios;Fatores psicológicos. • Vínculo afetivo entre mãe-criança contribui efetivamente para uma evolução de linguagem muito satisfatória;Fatores sociais • Ambientes tensos, de brigas freqüentes entre familiares, super proteção (pais que não dão a criança oportunidade de aprendizagem, fazem tudo por ela), são modelos de linguagem pobres tanto em quantidade quanto em qualidade, e também podem prejudicar não só a linguagem, mas o desenvolvimento global da criança. Conforme podemos observar, descartando-se a possibilidade de lesões (fatores biológicos), os pais e o meio ambiente têm importância fundamental no desenvolvimento global adequado, na aprendizagem e sobretudo na aquisição de linguagem infantil.
Fonte: Webartigos.com







DEUS E VOCÊ






Só Deus pode criar,




mas você pode valorizar o que Ele criou,




Só Deus pode dar a vida,




mas você pode transmiti-la e respeita-la,




Só Deus pode dar a saúde,




mas você pode orientar e guiar,




Só Deus pode dar a fé,




mas você pode dar o seu testemunho,




Só Deus pode infundir esperança,




mas você pode restituir a confiança ao irmão,




Só Deus pode dar o amor,




mas você pode ensinar o seu irmão a amar,




Só Deus pode dar a paz,




mas você pode semear a união,




Só Deus pode dar a alegria,




mas você pode sorrir a todos,




Só Deus pode dar a força,




mas você pode apoiar quem desanimou,




Só Deus é o caminho,




mas você pode indica-lo aos outros...

O abraço...








Há braços




longos e curtos,




magros e gordos...




Há braços brancos




e negros,




de velhos, de crianças...




Há braços de homens




e de mulheres...




Há braços e braços...




Até que um dia




alguém deu um passo...




diminuiu o espaço




e fez do braço




um laço.




Foi um sucesso,




virou moda,




e hoje




até na hora do fracasso




se há braço




há abraço.






O poder dos pais contadores de história






Ora, contar histórias de fadas! Tem tarefa mais fútil e menos importante do que essa para mães e pais que se preocupam em formar filhos e filhas com uma visão de mundo norteada por determinados valores e pela busca de uma vida saudável, autônoma e equilibrada? Todo mundo que tem filho ou já conviveu com crianças pequenas sabe como gostam de histórias. Pode ser uma dessas infantis clássicas, pode ser uma inventada na hora, não importa; o que importa é que a criança sinta prazer, ria ou chore com o enredo e os personagens do conto.E, quando uma criança gosta de história que ouviu, não dá trégua para a mãe ou o pai: quer ouvir todas as noites e não perdoa a mínima mudança feita na história, seja por mero esquecimento, seja com o objetivo de encurtá-la devido ao cansaço do dia, por exemplo.Não: os filhos querem ouvir a história contada do mesmo jeito sempre. Se da primeira vez deu certo, ou seja, deu prazer, terá de ser sempre daquele jeito. Isso serve para que a criança assegure e antecipe o prazer que virá; além do mais, ajuda a criança a ter uma certa estabilidade e previsão sobre sua vida, já que o dia dela é sempre cheio de surpresas, por mais rotineiro que seja.E o que dizem as histórias infantis? Falam de fadas boazinhas, bruxas malvadas, mágicas e transformações, encantos e encantamentos e, principalmente, falam de um final feliz. Claro que nada disso tem a ver com a vida como ela é e com o jeito de ser do mundo adulto; elas dizem respeito ao mundo infantil, às fantasias da infância. Como se tornar adulto na hora certa sem passar por essa fase, sem acreditar em bruxarias, sem ter medos irracionais, sem soltar a imaginação?Lembro-me de um pai que estava às voltas com o filho de 4 anos que não dormia mais sozinho em seu quarto por causa do medo dos monstros que se escondiam entre as cortinas da janela. Todas as soluções práticas e adultas os pais do garoto já tinham tentando: vasculhar o quarto com a criança antes de ela ir dormir para que ficasse provado que não havia monstro algum, tirar as cortinas, ficar com ela até que ela adormecesse, explicações mil de que monstros não existem, entre outras. Mas que nada! O garoto sofria e não deixava os pais dormirem por causa dos monstros noturnos que invadiam seu quarto toda santa noite. Um belo dia, o pai teve a brilhante idéia de ensinar o filho a lutar contra os monstros e a vencê-los. Deu certo! Finalmente o pai reconheceu o mundo cheio de fantasias do filho.Contar histórias é, principalmente, um ato de carinho por parte do adulto, que reconhece que a criança pode aprender muito, de modo lúdico e prazeroso, a respeito do mundo que a espera. Não, nem pensar que isso possa ser substituído pelo aluguel de fitas infantis na videolocadora. Essa já é uma outra história, que fica para uma próxima vez.Por ora, basta dizer que nada substitui a entonação de voz da mãe ou do pai que conta a história ao filho, os comentários que são feitos em determinados trechos, a dramatização que surge quase espontaneamente em certos episódios, o aconchego que o filho sente quando experimenta o medo ou outros afetos conflitantes estimulados pela história. É a presença de um dos pais contando a história que pode amenizar, por exemplo, determinados estereótipos e preconceitos sobre homem e mulher que frequentemente os contos infantis trazem.Os fantásticos contos de fadas, recheados de rainhas, princesas, bruxas, príncipes e mágicas, permitem que a criança imagine e crie outras formas de viver a realidade diária da vida, o que contribui positivamente para a formação. Muito diferente do que promovem as "fadas", "rainhas" e "feiticeiras" que atualmente povoam o mundo real de nossas crianças.




Rosely Sayão

Menina...









O QUE É UMA MENINA ?















Muita atenção! Vou dar uma receita de menina. Para se fazer uma menina toma-se uma xícara de felicidade, dois balões azuis, pétalas de rosa, um pouco de glacê, um punhadinho de areia, três conchinhas róseas, uma colherada de imaginação. Acrescente-se também um pouquinho de sal e muito açúcar e mel, uma casquinha de sorvete, o dengo de um gatinho novo e três gotinhas de perfume. Não esquecer de um espelhinho prateado, pois uma menina é, antes de tudo, mulher e logicamente vaidosa. É importante adicionar uma borboleta amarela, muita inocência e um dedinho com band-aid. Recolhe com cuidado, uma gotinha de orvalho o brilho de uma jóia, todas as matizes de um quadro de Renoir, uma pitada de sonho e muito carinho. Consiga um pouco daquela brisa que sopra do mar, uma colherinha da luz das estrelas, um sorriso inesperado, o ruído de uma onda na praia e deixe tudo isso ao luar. Misture e acrescente muita ternura e amor, um pouco de teimosia e muita curiosidade, uma lágrima e duas asinhas de beija-flor. É assim que são feitas as meninas. São as coisinhas mais lindas que existem na terra. São muito frágeis e ao mesmo tempo fortes e resistentes. Com apenas uma lágrima comovem o mais duro dos corações, pois ninguém resiste a um pedido acompanhado de um beijo molhado. Uma menina parece que nasce sabendo que terá a responsabilidade de alegrar, suavizar e colorir a vida.







Lí este poema e achei lindo, lembra muito minha filhinha Giovana, a quem dedico com muito amor e carinho !!! Beijinhos Prô Thaís